
HOSPITAL DO CAMAMA PEDE DESCULPAS PÚBLICAS APÓS DENÚNCIA DE MAUS-TRATOS A BEBÉ E ANUNCIA COMISSÃO DE INQUÉRITO
- Portal Destaques
- 7 de jan.
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Atualizado: 15 de fev.
A Direcção do Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes informou a opinião pública que tomou conhecimento, através das redes sociais, de imagens que evidenciam um acto profundamente lamentável envolvendo uma bebé internada na unidade hospitalar.
Por: Redacção l Portal Destaque.online
Segundo esclareceu a Directora Clínica, Dra. Elsa Frederico, nesta sexta-feira, 13 de Fevereiro, em representação da Direcção-Geral, a criança encontra-se clinicamente estável, sem qualquer comprometimento do seu estado geral de saúde. A bebé é portadora de uma síndrome de origem genética que provoca episódios frequentes de choro, situação comum em crianças com esta condição.
Contudo, de forma totalmente inadequada e injustificável, profissionais de saúde terão colocado fita adesiva na região da boca da criança, alegadamente para fixar a chupeta — procedimento que não é aceitável nem reconhecido como prática clínica segura.
A Direcção do Hospital classificou o acto como repugnante, condenável e contrário aos princípios éticos e humanitários que regem a profissão de saúde.
Após a denúncia:
✔️Foi realizada uma reunião de emergência com a Direcção Hospitalar;
✔️Os profissionais presumivelmente envolvidos foram preventivamente suspensos;
Foi criada uma Comissão de Inquérito, que já iniciou os trabalhos de investigação;
Está em curso a análise das imagens do circuito interno de vigilância, sendo que o último registo identificado remonta ao domingo anterior à divulgação pública.
A Comissão irá apurar responsabilidades directas e indirectas, incluindo eventuais situações de omissão. A Direcção reforça que qualquer profissional que presencie um acto desta natureza e não o denuncie incorre igualmente em responsabilidade disciplinar.
O Hospital reforça que existem protocolos clínicos adequados para lidar com situações de desconforto ou choro persistente em crianças, não havendo qualquer justificação técnica ou ética para o procedimento adoptado.
Sob o lema “A saúde da mulher e da criança é prioridade máxima”, a instituição — aberta há quase quatro anos — afirma manter o compromisso com serviços humanizados, éticos e de qualidade.
A Direcção apresentou desculpas públicas à sociedade pelo acto classificado como bárbaro e garantiu que nenhuma conduta desta natureza ficará impune, assegurando a aplicação rigorosa de medidas disciplinares e legais.
Em mensagem à população, a Directora Interina apelou à serenidade e confiança, sublinhando que o episódio, embora grave, não reflecte o compromisso da maioria dos profissionais da unidade.
O encontro foi testemunhado por responsáveis do Ministério da Saúde, incluindo o Director Nacional dos Hospais, a Directora Nacional de Ética e Humanização, o Inspector-Geral da Saúde e outros técnicos seniores da tutela.
O Hospital reafirma a sua missão de proteger a vida, promover a dignidade humana e garantir cuidados de saúde seguros e humanizados para todas as mulheres e crianças.
“Tolerância zero a práticas que atentem contra a dignidade e a vida.”





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