
MULENVOS: SIC CAPTURA DUPLA LIGADA AO ASSASSINATO DE VIGILANTE E A NOVE ROUBOS ARMADOS
- Portal Destaques
- 12 de mar.
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Atualizado: 13 de mar.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda apresentou, nesta quinta-feira, 12 de março, nas instalações do Comando Municipal dos Mulenvos, dois cidadãos implicados nos crimes de associação criminosa, homicídio qualificado, roubo qualificado e ofensas graves à integridade física com recurso a arma de fogo.
Por: Ernesto João l Portal Destaque.online
De acordo com o porta-voz do SIC em Luanda, Fernando Carvalho, os detidos estão ligados a um crime ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2026, por volta das 20h00, no bairro Capalanga, município dos Mulenvos. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais devido aos vídeos que mostram os suspeitos fortemente armados a perseguirem um cidadão, advogado de profissão.
Segundo o responsável, quando o proprietário entrou na sua residência e o vigilante tentava fechar o portão, os assaltantes envolveram-no. Diante da resistência do segurança, efectuaram um disparo à queima-roupa que atingiu o abdómen do vigilante Noé Armando Doutor, de 41 anos de idade, que acabou por morrer no local.
Após o crime, os suspeitos fugiram levando um telemóvel Samsung S23 Ultra e uma arma de fogo do tipo AKM pertencente à empresa de segurança onde a vítima trabalhava.
As investigações revelaram ainda que o mesmo grupo está ligado a pelo menos nove roubos qualificados ocorridos no município dos Mulenvos entre janeiro e setembro do ano passado, envolvendo assaltos na via pública e em residências.
Entre os crimes associados está um assalto ocorrido no dia 20 de janeiro de 2026, também no bairro Capalanga, nas proximidades da Casa das Madres. Na ocasião, os criminosos tentaram roubar os ocupantes de uma viatura Jetour X70 branca. Durante a ação, dispararam contra o vidro lateral direito do veículo, atingindo no olho esquerdo uma estudante de 22 anos, que ficou gravemente ferida.
Cumpridas as formalidades legais, os dois suspeitos foram presentes ao Ministério Público e ao Juiz de Garantias, que aplicou como medida de coação mais gravosa a prisão preventiva.
Durante a apresentação, um dos detidos, Gregório Upa, de 29 anos, confessou que o grupo tinha como objetivo principal roubar telemóveis na via pública. Segundo ele, o alvo do assalto chamou a atenção por estar com o telemóvel na mão ao entrar numa cantina.
Gregório relatou que seguiram o homem até à sua residência. Ao entrar no quintal, deparou-se com o segurança armado e, ao vê-lo levantar a arma, entrou em pânico e disparou duas vezes contra o vigilante.
O suspeito afirmou ainda que a arma utilizada foi obtida por intermédio de um efectivo do Serviço de Migração e Estrangeiros, identificado apenas como Marcos, que teria proposto a entrega da arma para que realizassem “trabalhos” para ele.
Outro implicado, Adelino Samassanga, de 31 anos, declarou que entrou no mundo do crime em novembro de 2025, influenciado pelo comparsa Gregório.
A esposa do vigilante assassinado manifestou profunda tristeza com a situação enfrentada pela família após a morte do marido.
Segundo ela, a vida da família deteriorou-se desde então. As crianças estão fora do sistema de ensino por falta de dinheiro para pagar as propinas, e o marido sequer chegou a receber o primeiro salário da empresa de segurança onde trabalhava.
“Eu só quero justiça pelo meu marido. Ele não cometeu crime nenhum, apenas estava a trabalhar”, afirmou.





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