
CONFLITO COM MINISTRO E VISITA PRESIDENCIAL EXPLOSIVA DITAM QUEDA DO PCA DA RNA
- Portal Destaques
- 13 de jan.
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A exoneração de Pedro Bernardo Neto do cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Rádio Nacional de Angola (RNA) está a provocar forte repercussão nos meios políticos e mediáticos do país.
Por: Redacção l Portal Destaques.ao
Segundo informações avançadas pelo Club-K, a decisão, formalizada por despacho do Presidente da República, João Lourenço, resulta de um clima prolongado de tensão entre o então PCA e o ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
Fontes próximas do processo indicam que o ponto de rutura tornou-se evidente durante a recente visita presidencial à RNA. Na ocasião, Pedro Bernardo Neto optou por apresentar ao Chefe de Estado a realidade concreta da instituição, marcada por infraestruturas degradadas, dificuldades financeiras e problemas sociais enfrentados pelos trabalhadores.
A postura não terá agradado à tutela ministerial, que defendia uma abordagem mais controlada e institucional, evitando a exposição pública das fragilidades da rádio estatal.
Outro foco de tensão esteve ligado à gestão da imagem da RNA. O ministro terá sugerido a retirada temporária de viaturas avariadas e outros sinais visíveis de degradação antes da visita presidencial. A proposta foi rejeitada por Pedro Bernardo Neto, que se recusou a “maquilhar” a situação real da empresa pública.
O ambiente agravou-se após o então PCA afirmar publicamente que a administração da RNA havia submetido ao Executivo uma proposta de aumento salarial de 58% para os jornalistas. O Governo viria posteriormente a desmentir a recepção formal do documento, gerando um embaraço institucional que terá acelerado o seu afastamento.
Na sequência dos acontecimentos, além de Pedro Bernardo Neto, outros membros do Conselho de Administração também foram exonerados. Em simultâneo, o Presidente da República nomeou António Sebastião Lino como novo PCA da RNA, um quadro ligado ao Comité Central do MPLA.
Para analistas políticos, a decisão é vista como um reforço do alinhamento da rádio pública com o Executivo, levantando debates sobre independência editorial e governação dos órgãos públicos de comunicação social.
PERGUNTAS QUE FICAM NO AR:
👉 Foi uma exoneração motivada por princípios de governação ou por divergências políticas?
👉 A transparência mostrada por Pedro Bernardo Neto justificava a sua saída?
👉 A RNA ganha estabilidade ou perde autonomia com esta mudança?











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