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“AVOZINHO” LIDERAVA GANG ARMADA QUE ATERRORIZAVA RESIDÊNCIAS DE MADRES EM LUANDA

  • Foto do escritor: Portal Destaques
    Portal Destaques
  • 20 de fev.
  • 2 min de leitura

Por: Ernesto João l Portal Destaque.online


Júlio Luciano, de 38 anos, conhecido por “Avozinho”, foi detido por liderar uma gang composta por quatro elementos, especializada em assaltos à mão armada, com preferência por residências de madres, na província de Luanda.


Com um vasto histórico criminal, o grupo actuava nos municípios dos Mulenvos e do Sequele. No dia 28 de Janeiro, protagonizaram dois assaltos consecutivos: o primeiro, às 00h00, no bairro Canjinji (Sequele); o segundo, às 01h00, no bairro Mirú, numa residência destinada à acomodação de madres da paróquia Nossa Senhora de Fátima (Mariápolis).


Já no dia 5 de Dezembro, às 02h00, voltaram a agir no município de Viana, Km 12-B, rua Mamã Muxima, em Luanda, onde assaltaram a residência das madres denominada Franciscanas Hoteleiro.


Segundo Fernando Carvalho, porta-voz do SIC-Luanda, os suspeitos encontravam-se munidos de três armas de fogo do tipo AKM e uma caçadeira, deslocando-se em duas motorizadas descaracterizadas.


Para terem acesso às residências, arrombavam as portas e anunciavam o assalto sob ameaça de morte, demonstrando elevado grau de organização e violência.


Antes dos assaltos às residências religiosas, o grupo praticou o crime de roubo qualificado contra um agente de uma empresa de segurança privada e um cidadão de nacionalidade chinesa. Na ocasião, subtraíram uma arma de fogo do tipo caçadeira e uma viatura Toyota modelo Hilux, de cor azul escura, com a matrícula LD-81-17-GH.


Durante as acções operativas, o SIC apreendeu a viatura e quatro armas de fogo (três do tipo AKM e uma caçadeira marca MIRAGE-GT), 18 munições, quatro cartuchos, duas máscaras estilo “ninja”, duas máquinas fotográficas, dois telemóveis (iPhone 8 e Tecno), um terço e um disco rígido.


Júlio Luciano é arguido confesso. Em declarações ao Portal Destaques, afirmou que praticava os assaltos por necessidade, alegando ter ficado sem sustento após a morte do pai, Luciano, antigo brigadeiro do exército.


Confessou ainda não ter noção do número de crimes praticados e revelou que já esteve detido por duas vezes. As armas utilizadas nos crimes, segundo o próprio, foram obtidas em assaltos a seguranças privados.


Disse também que parte do dinheiro roubado — mais de mil dólares e 250 euros — era utilizado para sustentar os filhos.


Uma das madres, que preferiu o anonimato, relatou que esta foi a terceira vez que a residência foi alvo de assalto. No primeiro caso, os criminosos fizeram-se passar por padres e, numa viatura Land Cruiser, arrombaram o cofre, de onde levaram 10 mil dólares. No último ataque, segundo a religiosa, os assaltantes aparentavam já ter informações prévias sobre o local.


O arguido foi presente ao Ministério Público e ao juiz de garantias, que aplicou a medida de coacção mais gravosa: prisão preventiva.


O SIC informou que as diligências prosseguem para a captura dos restantes membros do grupo, que se encontram em fuga.

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