SENEGAL ACUSADO DE APOIAR MILITARES NA GUINÉ-BISSAU APÓS SUSPENSÃO DO PROCESSO ELEITORAL
- Portal Destaques
- 24 de dez. de 2025
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O Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, está a ser acusado de interferir na crise política da Guiné-Bissau para defender os interesses do seu aliado político, Umaro Sissoco Embaló, e dos militares que suspenderam o processo eleitoral no país.
Por: Redacção l Portal Destaques.ao
De acordo com informações divulgadas, a suspensão das eleições ocorreu após a derrota de Umaro Sissoco Embaló na primeira volta das eleições presidenciais, realizadas a 23 de novembro de 2025.
No dia 21 de dezembro de 2025, o chefe de Estado senegalês terá enviado a Bissau uma delegação unilateral de alto nível, composta pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros do Senegal, Cheick Niang, e pelo Ministro da Defesa e das Forças Armadas, Birame Diop. A missão teve como objetivo reunir-se com os militares que assumiram o poder, num contexto descrito por críticos como um golpe institucional.
Segundo as mesmas fontes, as autoridades senegalesas terão manifestado apoio à permanência dos militares no poder, comprometendo-se ainda a defender os golpistas junto da CEDEAO e da União Africana.
Importa recordar que, durante a cimeira extraordinária da CEDEAO, realizada a 14 de dezembro de 2025, em Abuja (Nigéria), o Senegal foi designado para assumir a presidência rotativa da organização sub-regional para o período de 2026 a 2030.
Na sequência da visita da delegação senegalesa a Bissau, foi suspensa a chegada de uma Missão da CEDEAO, prevista para esta segunda-feira, 22 de dezembro. A missão seria composta pelos Chefes das Forças Armadas da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Senegal, com o objetivo de avaliar a situação política e de segurança no país.
A suspensão da missão levanta preocupações quanto ao papel do Senegal no seio da CEDEAO e à imparcialidade da organização na gestão da crise política na Guiné-Bissau.











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