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Rui Mangovo acusa Nelito Ekuikui de incoerência e critica a sua postura nas redes sociais

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    Portal Destaques
  • 30 de mar.
  • 2 min de leitura

Por: Manuel Augusto


O Secretário Nacional para a Sociedade Civil do PRA-JA Servir Angola, Rui Mangovo, teceu duras críticas ao dirigente da UNITA, Nelito Ekuikui, acusando-o de incoerência, contradições no discurso e de contribuir para o desgaste da confiança dos cidadãos na oposição angolana.


As declarações constam de uma publicação feita nas redes sociais, na qual Rui Mangovo utiliza uma linguagem contundente para caracterizar o comportamento do político da UNITA.


Tendo afirmado que Nelito Ekuikui demonstra “infantilidade”, referindo-se a ele como um “jovem idoso” e associando as suas intervenções públicas ao que descreve como “ruído das parvoíces”.


De acordo com Rui Mangovo, há uma contradição evidente no posicionamento de Nelito Ekuikui, que, por um lado, afirma não considerar o PRA-JA como adversário político, apontando o MPLA como principal oponente, mas, por outro, dirige críticas recorrentes ao partido e ao seu líder, Abel Chivukuvuku.


Na mesma publicação, Mangovo acusa ainda Ekuikui de adoptar uma postura contraditória em relação a eventos e instituições públicas, alegando que o dirigente participa de iniciativas associadas ao sistema como a recente actividade onde esteve o cantor Will Smith e, posteriormente, critica os mesmos espaços.


Para o político do PRA-JA, essa atitude ultrapassa a simples incoerência, e descreve como um comportamento prejudicial ao processo democrático.


Rui Mangovo sustenta que tais práticas alimentam a abstenção eleitoral, e enfraquece a confiança dos cidadãos nas formações políticas da oposição.


O dirigente considera ainda que existe uma resistência ao surgimento de novas forças políticas em Angola, classificando essa postura como contrária ao espírito do multipartidarismo.


Disse que o comportamento do Moleque revela receio de perda de influência no espaço político.


Na sua abordagem, Rui Mangovo refere que as reações nas redes sociais demonstram um crescente descontentamento dos cidadãos, que, segundo ele, têm exigido maior foco e responsabilidade por parte dos actores políticos.


Mangovo explica também que o termo “moleque”, por si utilizado para se referir a Nelito Ekuikui, deve ser entendido como uma “constatação” e não como um insulto, enquadrando-o numa crítica ao que considera serem atitudes imaturas no debate político.


No plano mais teórico, o político invoca referências como Aristóteles e Max Weber para defender que a política deve ser orientada pela virtude, responsabilidade e pelo bem comum, afastando-se de práticas que visem a destruição de reputações.


Mangovo apela à união das forças jovens da oposição, defendendo a necessidade de um projecto comum voltado para a alternância política.


Como proposta concreta, sugere a criação do “Jango Juvenil”, um espaço de diálogo que, segundo afirma, poderá promover a concertação, a maturidade política e a construção de soluções para os desafios do país.

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